10 Filmes para conhecer a Bahia e Ilhéus

Conhecida por sua rica história e cultura a Bahia foi cenário de diversas produções cinematográficas, hoje te deixamos 9 sugestões de filmes imperdíveis para conhecer e entender melhor a complexa realidade da região e as poderosas e diferentes culturas negras que a habitam.

Café com Canela (2017)


Dirigido por Glenda Nicácio e Ary Rosa, o filme baiano conquistou três prêmios na 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Café com Canela conta a história de duas mulheres que, embora separadas fisicamente pela ponte que perpassa o Rio Paraguaçu, estão unidas pela dor do luto. O filme se passa entre as cidades de São Felix e Cachoeira, na região do recôncavo baiano. Nos encontros que acontecem entre faxinas e cafés, as duas mulheres constroem uma amizade ao partilharem seu sofrimento, conversando sobre seus ancestrais, machismo e homofobia.

Ó Paí, Ó (2007)


Com roteiro baseado em uma peça escrita por Márcio Meirelles, Ó Paí, Ó se tornou um dos filmes mais conhecidos sobre a Bahia nos últimos anos. Dirigido por Monique Gardenberg, o filme conta a história de moradores de um cortiço localizado no centro histórico do Pelourinho, em Salvador. O filme é estrelado majoritariamente por atores do Bando de Teatro Olodum e retrata os contrastes sociais de Salvador, além de abordar os temas de violência, racismo e drogas.

A Cidade das Mulheres (2005)

Baseado no livro homônimo da antropóloga Ruth Landes, escrito em 1939, o filme traz como protagonista Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos terreiros de candomblé mais tradicionais da Bahia. Formada pela Escola de Enfermagem e Saúde Pública, Maria Stella de Azevedo Santos atuou como visitadora sanitária por mais de 30 anos. Além de Mãe Stella de Oxóssi, o filme traz a história e os relatos de outras ialorixás e mostra a importância das mulheres de terreiro da Bahia, chamadas de Mulheres do partido alto.

O Pagador de Promessas (1962)


Pagador de Promessas é a única produção brasileira a conquistar a Palma de Ouro do Festival francês de Cannes, um dos mais reconhecidos no mundo. O filme conta a história de Zé do Burro, homem humilde que possui um pequeno pedaço de terra no interior da Bahia, cujo melhor amigo é um burrico chamado Nicolau. Certo dia, Nicolau adoece e, então, Zé do Burro recorre a uma Ialorixá (mãe de santo) para tentar salvar o amigo. Ele faz a promessa que, se ela melhorar o estado de saúde de seu amigo, ele carregará uma imensa cruz de madeira até a Igreja de Santa Bárbara e dividirá as suas terras entre os mais pobres.

Boi Aruá (1983)

O primeiro desenho animado baiano dirigido por Chico Liberato. Passou por festivais europeus, sendo agraciado pela UNESCO com a láurea de ”Referência de Valores Culturais para a Infância e Juventude”. Baseado no folclore sertanejo, a animação narra a história de um fazendeiro arrogante, cujo o poder é desafiado sete vezes pela figura fantástica do Boi Aruá. Levou dois anos para ficar pronto, contando com 25 mil desenhos e 16 equipes para finalizar o projeto.

Gabriela (1983)


Muitas das obras do grandioso escritor baiano Jorge Amado foram eternizadas nas telonas e também adaptadas para a televisão. Porem esta que foi uma das personagens mais marcantes do Brasil: Gabriela. Interpretada por Sônia Braga, o filme mostra a chegada de Gabriela na cidade de Ilhéus, em 1925 fugindo de uma das maiores secas da história do Nordeste. Com sua beleza e sensualidade, ela conquista a todos os homens da cidade, especialmente Nacib, o proprietário do bar mais popular da região. Gabriela vai trabalhar para Nacib e os dois iniciam um relacionamento que fica tão intenso que eles acabam por se casar. Porém, tudo muda quando Gabriela o trai com Tonico Bastos, o maior mulherengo e conquistador da cidade.

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Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976)


Outro importante filme baseado nas obras de Jorge Amado, e também com Sônia Braga no papel principal, Dona Flor e seus Dois Maridos foi por 34 anos recordista de público entre filmes do Brasil, levando mais 10 milhões de espectadores aos cinemas. A história se passa em 1940 com foco em Dona Flor, sedutora professora de culinária em Salvador, casada com o malandro Vadinho, porem a vida de abusos deste personagem acaba com sua vida de forma precoce deixando dona Flor viúva deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade. Com saudades do antigo marido que apesar dos defeitos era um ótimo amante, acaba causando o retorno dele em espírito, que só ela vê. Isso deixa a mulher em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.

Cidade Baixa (2005)


Dirigido por Sérgio Machado e com um elenco baiano de peso, o filme mostra um triângulo amoroso entre uma prostituta e dois homens que fazem transporte marítimo que seguem para a Cidade Baixa de Salvador. Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura) se conhecem desde garotos, sendo difícil até mesmo falar em um sem se lembrar do outro. Entre as dificuldades de relacionamento, o filme mostra o cotidiano das pessoas dessa região, retratando a pobreza, drogas, prostituição e violência.

Tieta do Agreste (1996)


Após a morte do marido, um rico industrial paulista, Tieta retorna a sua terra natal, a pequena cidadezinha de Sant’Ana do Agreste no árido sertão baiano, após 26 anos de ausência. Sua volta causa certa apreensão na família, uma vez que aos 17 anos, Tieta foi posta para fora de casa pelo pai e que seu único contato com a família era através de cartas que tinham como remetente uma caixa postal em São Paulo.

Capitães de Areia (2011)


Outra história de Jorge Amado que foi eternizada no cinema graças à sua neta Cecília Amado, que assumiu a direção do filme. Sendo lançado no ano em que a morte do autor completava 10 anos e se tornou o marco inicial das comemorações de seu centenário. O filme aborda a vida de meninos abandonados que viviam em um trapiche na década de 1930, onde Pedro Bala é o líder destes meninos que praticavam assaltos na cidade de Salvador.

Quincas Berro D’Água (2010)


Quincas (Paulo José) é um funcionário público cansado da vida que leva. Um dia ele resolve deixar sua família de lado e cair na farra, ganhando fama como Quincas Berro D’Água, o rei dos vagabundos. Quando ele é encontrado morto em seu quarto, sua família resolve apagar os vestígios de sua fase arruaceira e lhe dar um enterro respeitável. Só que seus amigos surgem no local e decidem levá-lo para uma última farra.

BONUS – They don’t care about us


Se voce gosta de videoclipes, te recomendamos este que deu o que falar na época. Tendo Salvador como palco para ninguém menos que o rei do pop, Michael Jackson com direito a banda Olodum, they don’t care about us foi gravado no ano de 1996, trazendo a chegada do rei do pop à capital baiana.

O evento foi tido como histórico para a região, tanto que existe um sobrado azul conhecido como “casa do Michael Jackson”. Para ilustrar a eternização da visita do cantor.