Bahía: encontro de mundos

A história da Bahia se confunde com a história do Brasil, pois foi nessa região que, em 22 de abril de 1500, o português Pedro Álvares Cabral avistou as terras, aonde hoje se encontra a cidade de Porto Seguro, iníciando assim a colonização européia na América do Sul.

A região começou a ser povoada em 1534. Com a forte presença dos jesuítas marcando a história da região. A cidade do Salvador foi fundada em 1549, pelo governador geral Tomé de Souza sendo a primeira capital do Brasil. A partir de 1573, dividiu esse título com a cidade de Rio de Janeiro até 1763, quando o Rio de Janeiro passou a ser a única capital do país.

No ano 1625 chegou a região uma esquadra portuguesa, composta por 52 navios de guerra, entre outras embarcações, trazendo um exército de mais de 12 mil homens. Em 30 de abril do mesmo ano os holandeses concordam em desocupar a região. Porem os holandeses voltaram a ameaçar a região por repetidas vezes: nos anos de 1640, 1647 e 1654. A Bahia também foi cenário de outras disputas historicas, como a Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates (que propôs a formação da Republica Bahiense, em 1798), a Revolta dos Malês (uma revolta de escravos africanos islâmicos, em 1834), a Guerra de Canudos (confronto entre o exército republicano e os sertanejos comandados por Antonio Conselheiro, em 1897-1897). Atualmente, o estado ocupa o posto do sexto mais rico do Brasil. Sua cultura (música, ritmos, culinária, etc.) carrega muito de sua história.

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Ancestralidade Africana
Hoje Salvador também e conhecida por ser a cidade mais negra fora da África.

O censo de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que Salvador tem quase 3 milhões de habitantes. E, de acordo com um recente estudo de várias universidades brasileiras, a capital baiana tem a maior ancestralidade africana, a partir de estudos genéticos: 50,8%, sendo considerada a cidade mais negra fora do continente africano. (Fonte Agencia Brasil).

Os primeiros negros que chegaram ao Brasil desembarcaram no porto de Salvador. O maior grupo de africanos que chegou no recôncavo baiano foi o sudanês vindos de etnias como os iorubas ou os nagôs. Só na Bahia os afrodescendentes representam hoje mais de 80% de toda a população.

Essa poderosa herança cultural não e fácil de ser abordada mas pode ser observada em diversas manifestações que formam parte da cultura Baiana e hoje se espalharam pelo Brasil como o carnaval, o candomblé e o sincretismo religioso, a culinária, e os ritmos musicais.